07. Um novo estilo de vida em santidade

Texto  Bíblico

“Portanto, preparem sua mente para a ação e exercitem o autocontrole. Depositem toda a sua esperança na graça que receberão quando Jesus Cristo for revelado. Sejam filhos obedientes. Não voltem ao seu antigo modo de viver, quando satisfaziam os próprios desejos e viviam na ignorância. Agora, porém, sejam santos em tudo o que fizerem, como é santo aquele que os chamou. Pois as Escrituras dizem: ‘Sejam santos, porque eu sou santo’” (1 Pedro 1:13-65 NVT)

Meditação

GOSTO DE ALGUNS PERSONAGENS secundários em boas histórias. Um deles é Jacopo (pronuncia-se Yacopo), marinheiro e pirata, poupado da morte por Edmond Dantès – que se tornará, na história que menciono, o Conde de Monte Cristo – após ser derrotado numa luta onde o vencido seria executado pelo vitorioso.

Impactado pela clemência de Dantès, Jacopo jura-lhe lealdade para toda a vida, tornando-se, voluntariamente, servo do Conde em sua busca épica por reparação e justiça. Sua vida passa a refletir sua confiança na pessoa, pauta, prioridades e propósitos do Conde de Monte Cristo.

Absoluta lealdade. Essa é a forma de Jacopo demonstrar sua gratidão a Dantès: dedicar voluntaria e conscientemente seus dias e atos para honrar e satisfazer aquele que havia lhe poupado a vida.

Você acha isso exagerado?? Bem, para o “etos” cada vez mais individualista e relativista desse mundo, de fato é. Mas não segundo o etos do Reino de Deus, onde honrar a quem merece honra nada mais é que responder coerentemente à natureza piedosa e outrocêntrica do Evangelho (Evangelho, lembre-se, no qual declaramos crer, sob o qual afirmamos viver e em cuja esperança bendita garantimos descansar por estar lastreado no caráter do Deus em quem dizemos acreditar. Ufa!!).

Jacopo ilustra bem essas disposições conscientes – dedicação, reverência e disposição outrocêntrica – que Pedro conclama que todos nós, cidadãos do Reino, peregrinos nesse mundo, nutramos voluntariamente em relação a Deus, como expressão de gratidão à Sua maravilhosa salvação, bem como obediência à Sua ordenança para viver uma vida que O represente amorosa e adequadamente neste mundo.

Pedro deixa claro que a santidade vai requerer que cada cristão assuma a responsabilidade de tratar seus afetos, sempre pautados pelo etos do Reino de Deus, enquanto deposita conscientemente sua esperança na visitação definitiva de Cristo. A esperança do cristão – afirma Pedro – é, sobretudo, escatológica, final, apontando para aquele bendito momento em que o Deus encarnado regressará ao mundo, não mais como Cordeiro, mas como Leão.

A aparente demora na manifestação de Cristo aliada a situações de crise, como a que vivemos atualmente, jamais poderão servir como desculpa para a falta de dedicação, reverência e a prática outrocêntrica. Fomos chamados para sermos santos, i.e. cidadãos do Reino de Deus vivendo no reino dos homens, hoje! Nossa peregrinação ainda está em curso! Sua primeira grande marca, a reverência ao Deus que nos salvou, é farol gigantesco numa terra devastada pela escuridão.

Leia  também 

Levítico 11.44; Atos 17:30; Romanos 12.1-2; 2Coríntios 7.1; Efésios 4.18; Tito 3.3; 1Pedro 4.7; 5.8; 1Ts 4.7; 5.6; 2Pedro 3.11

Sugestões  para  Discussão  em  Grupo 

  • O que significa santidade, segundo o texto? Qual é a sua finalidade?
  • Em “que” se fundamenta a esperança do cristão? Como isso afeta sua vida, especialmente nas crises?

Sugestão  de  Oração

“Senhor, Tu és Santo! Tu é Santo! Tu és Santo! Ajude-me a vencer as resistências presentes em minha mente e meu coração na busca pela santidade. Quero honrar ao Senhor, meu Rei, em meio ao reino devastado dos homens. Por favor, que teu Espírito Santo opere as mudanças necessárias em meu ser para que eu te reverencie em minha jornada. Clamo em nome do Senhor Jesus, meu Rei, em cujo retorno minha real esperança se fundamenta! Amém.

Arquivo

Devocional 07 – Um novo estilo de vida em santidade.pdf

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