25. Sofrendo como cristãos

Texto  Bíblico

“Se sofrerem, porém, que não seja por matar, roubar, causar confusão ou intrometer-se em assuntos alheios. Mas, se sofrerem por ser cristãos, nãos e envergonhem; louvem a Deus por serem chamados por esse nome! Pois chegou a hora do julgamento, que deve começar pela casa e Deus. E, se o julgamento começa conosco, que destino terrível aguarda aqueles que nunca obedeceram às boas novas de Deus! E, ‘Se o justo é salvo por um triz, o que será do pecador perverso?’. Portanto, se vocês sofrem porque cumprem a vontade de Deus, continuem a fazer o que é certo e confiem sua vida àquele que os criou, pois ele é fiel.” (1 Pedro 4.15-19 NVT)

Meditação

Talvez você já tenha notado, a essa altura, que o caminho de quem deseja agir corretamente, trabalhando para fazer prevalecer a verdade, o direito e o juízo é invariavelmente marcado por algum tipo de sofrimento, que pode ir desde o mais reles deboche até oposições ferrenhas, embates desgastantes, perseguições, processos de “fritura” e, eventualmente, derrotas e perdas pessoais.

 Esse é um dos efeitos sinistros da Queda: embora o ser humano saiba prescrever o que é correto e justo (e até admire quem aja dessa forma), invariavelmente se volta contra esse parâmetro de retidão impresso por Deus em cada coração humano. Essa é a triste realidade do mundo caído, já condenado por Deus, como afirmado por Jesus, em João 3.16ss.

Pedro, ao final do quarto capítulo, ensina-nos que há dois tipos de sofrimentos que podem acometer o cristão: o ilegítimo e o legítimo.

O sofrimento ilegítimo é aquele que nós mesmos nos causamos a partir dos nossos pecados. Pedro afirma que não existe valor algum na experimentação desse tipo de padecimento, pois ele não é consequência de nosso compromisso com o Senhor Jesus, Seu Reino e seus valores, e sim fruto do compromisso com nossos afetos pecaminosos (cuidado: a lista de Pedro não é exaustiva!). Tais sofrimentos (leia-se: suas causas) devem ser evitados! Esse tipo de padecimento não edifica, tampouco glorifica.

Mas a história do sofrimento legítimo é bem diferente, pois sofrer por Jesus significa celebrar o fato de que fomos resgatados e colocados por Deus no lado vencedor da História, capacitados a imitar a disposição do Filho em amar o mundo sem nos rendermos aos seus caprichos e testemunhar graça e juízo aos perdidos – graça para os que se arrependem e juízo aos que se mantém rebeldes.

O sofrimento legítimo, as consequências de nossa identificação total com Cristo perante a sociedade, é evidência de confiança real que nutrimos na fidelidade de Deus e do nosso testemunho eficaz de Suas intenções para a realidade criada, anunciando tanto Sua cura, quanto Seu Juízo.

Mas, lembre-se que nossa sociedade, mesmo em tempos angustiantes de COVID-19, não suporta duas mensagens: 1) ser lembrada que seu sofrimento é, em grande medida, fruto de seus excessos e afetos pecaminosos; 2) ouvir sobre uma cura que não seja a biológica, promovida pela ciência. Os portadores dessas mensagens não costumam ser bem recebidos.

Encerro com duas perguntas: por amor a Deus, Sua glória, Seu Reino e aos que serão alcançados, vale a pena sofrer? O que sua resposta significa?

Leia  também 

João 3.16-36; 15: 18-19; Romanos 2.14-16, Hebreus 11.37; 1João 3.11ss.

Sugestões  para  Discussão  em  Grupo 

  • Você tem experimentado sofrimentos legítimos, ilegítimos ou ambos? Como proceder com o sofrimento ilegítimo que acomete você?
  • Que disposições você pode (e deve nutrir) em relação ao eu sofrimento legítimo?

Sugestão  de  Oração

Pai, Tu é Santo! Obrigado por me inserir em Tua família e permitir-me ser identificado com meu Irmão mais Velho e Salvador. O Teu Filho e meu Senhor e Rei, Jesus. Amém.

Arquivo

Devocional 25 Sofrendo como cristãos.pdf

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