Somos pontes

O que experimentamos no Encontro de Voluntários da CBMoema na tarde do domingo 19 de junho foi revelador. Éramos cerca de 120 pessoas e, para atingirmos o objetivo de construir uma ponte – a proposta da dinâmica experiencial –, conseguimos superar nossa agenda individual, nosso temperamento peculiar, nosso gosto pessoal, nossa maneira de pensar, planejar e executar e até as nossas emoções e frustrações.

Éramos 10 grupos, cada um fazendo uma ponte de 1,20 metro. No meio do caminho, o objetivo ampliou-se: não seriam 10 pontes mas uma única de 12 metros! Isso exigiu uma mudança de atitude de cada pessoa e de cada grupo: ajustar o tamanho da visão.

A ponte se constrói para ligar dois pontos e tornar o caminho mais fácil e seguro. Nunca o mundo precisou tanto de pontes. Não pontes que levam de um abismo existencial a outro. Nem pontes que prometem uma estrada mas terminam sem saída ou que anunciam o paraíso e levam a um deserto. Que pontes são necessárias?

  Ponte do caos para a harmonia.
  Ponte do passado cada vez mais obsoleto para um futuro que se consegue enxergar.
  Ponte da desesperança para a confiança num futuro bom preparado por Deus
  Ponte dos discursos cínicos para exemplos íntegros.
  Ponte do rótulo “evangélicos” para sermos conhecidos como seguidores de Jesus Cristo.
  Ponte do esgotamento do prazer instantâneo para a descoberta da alegria atemporal.
  Ponte da divisão, da segregação e da polarização para uma cultura de paz e reconciliação.
  Ponte do “não me interessa” para o “vamos aprender juntos”.

O mundo precisa de pontes e pontes precisam de construtores. Nós somos os construtores que Deus plantou no meio desta geração para construir pontes para uma vida que vale a pena.
Onde essas pontes são construídas?

  Dentro de cada um: carente de norte espiritual e de eixo moral.
  Em casa: onde se busca sentido e verdade no amor e na família.
  No trabalho: lugar de sobrevivência e competição cuja lógica é a do resultado.
  Na escola: elitista, segregada, alienada, cada vez mais perigosa.
  Na nossa cidade (7ª do mundo em população): apressada, desconfiada, violenta e desigual.
  No País: em profunda crise ética, política, econômica e social.
  No mundo: que nos agride bem no rosto com os potentes socos de seus problemas gigantescos.

Precisamos de foco e unidade. O exemplo de Neemias precisa ser imitado pela igreja de hoje. Tentaram distraí-lo, desviá-lo e desencorajá-lo a desistir do alvo que era liderar o povo para reconstruir os muros da cidade de Jerusalém. Até mesmo recebeu ameaças veladas e escancaradas. Numa delas, respondeu quatro vezes aos seus opositores: “Estou executando um grande projeto e não posso descer. Por que parar a obra para ir encontrar-me com vocês?” (Neemias 6.3ss).

Bill Hybels é famoso por afirmar que “a igreja é a esperança do mundo”. Não é Jesus? Sim! Mas Jesus age no mundo por meio de seu corpo que é a igreja. Não existe Plano B!

Nossa missão coletiva é manifestar Jesus em nossa geração, cidade e mundo. Isso quer dizer construir pontos que levam as pessoas de onde elas estão para a vida que Deus tem para dar a elas.

 

Paulo Moreira Filho
Pastor da CBMoema

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