Sarça, não fósforos

Moisés, 80 anos, casado, vivia com simplicidade numa região desértica cuidando das ovelhas e cabras do sogro. Seu passado nobre nos palácios do Egito tinha terminado em fuga precipitada para escapar, como criminoso procurado, da polícia do faraó. As marcas deste trauma o acompanhavam há 40 anos. Resultado: um presente sem significado e um futuro sem esperança. Então Moisés viu a sarça!

Fósforos queimados, praticamente inúteis, mostram na ponta não consumida que já foram árvore. Enquanto na caixa, juntos e inertes, aguardam um futuro efêmero. Tudo acaba num breve clarão e o que sobra? Carvão. A metáfora que define o povo de Deus é a sarça que queimou no deserto sem virar carvão. “A sarça ardia e não se consumia.” Organismo vivo com ramos e folhas interdependentes, sem o fogo de Deus, a sarça jamais seria uma presença extraordinária no deserto.

Igreja não é caixa de fósforos nem fósforos queimados. Deus faz de fósforos queimados ou inúteis uma sarça que arde na escuridão deste mundo para sinalizar que Deus está presente no deserto. A mensagem da sarça é esta: “Sua história agora é outra! Volte para libertar os cativos. Eu sou Deus e o meu fogo, que nunca se apaga, arderá em você.”

Paulo Moreira
Pastor da CBMoema

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